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Com certeza você já disse a frase “preciso de dinheiro”. Mas não precisamos de dinheiro! Precisamos das coisas que o dinheiro nos proporciona. Eu preciso de comida, de uma casa, de um computador novo, de conforto. Aliás, trabalhamos pelo dinheiro ou por essas coisas? Reclamamos que não recebemos um salário decente, mas comparamos só os valores recebidos, em dinheiro? Uma pessoa na Finlândia recebe, sei lá, 20.000, por exemplo. (Não tem fundamentação, não me encham o saco com isso, estou apenas elucidando qualquer coisa!) Mas as coisas custam o mesmo valor? Será que não deveríamos lutar então por outras coisas, que não o “valor” do salário? Por exemplo, se existissem mais “academias ao ar livre” não precisaríamos pagar por isso. Se existissem mais investimentos em transporte público, não precisaríamos comprar nosso próprio carro. Por que não iniciarmos uma lavoura coletiva, em nível municipal? Voltaríamos ao feudalismo? Não sei, difícil… mas uma coisa é certa: quanto mais temos dinheiro, mais queremos! Por que não trocarmos o objeto de desejo “dinheiro” para “qualidade de vida”?

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A involução



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estou com medo da próxima moda…

A porta


Estava em meu quarto, com a janela aberta. O clima estava frio, chuviscava. De repente, a porta bateu. O barulho me assustou, dei um pulo na cama. O coração  acelerou um pouco. Parei para pensar sobre o que acabara de acontecer. A porta foi projetada para barrar a passagem, mas ao mesmo tempo, ser a passagem. Quando fechada, não passa de uma extensão das paredes que a envolvem, mas quando aberta, oferece possibilidades.

Cada porta possui uma cor, um tamanho, um segredo de fechadura. Poderíamos dizer que cada porta é única se levarmos em conta que cada uma dá acesso a um lugar único. Algumas são de madeiras, algumas de metal, outras, de plástico. Algumas têm apenas uma fechadura, outras possuem os mais sofisticados alarmes.

Existem portas com grandes significados, de grande exposição. Outras que servem apenas para nada além de fechar o quarto dos fundos, impedirem que pessoas ou animais entrem no recinto.

Qual a função de uma porta, afinal? Existe algo de metafísico na porta? Será que ela sofre se fica fechada por muito tempo, ou, ao contrário, sofre se muito tempo aberta?

Será que uma porta de metal, completamente enferrujada, inveja a porta de vidro, que abre automaticamente? Quais serão suas motivações, quais serão suas angústias? Será que existe um céu para as portas, juntamente com o arquiteto primordial, construtor do primeiro molde delas?

Após alguns minutos divagando, o alarme tocou e percebi que estava atrasado para o trabalho.


 

Estava em meu quarto, com a janela aberta. O clima estava frio, chuviscava. De repente, a porta bateu. O barulho me assustou, dei um pulo na cama. O coração acelerou um pouco. Parei para pensar sobre o que acabara de acontecer. A porta foi projetada para barrar a passagem, mas ao mesmo tempo, ser a passagem. Quando fechada, não passa de uma extensão das paredes que a envolvem, mas quando aberta, oferece possibilidades.

Cada porta possui uma cor, um tamanho, um segredo de fechadura. Poderíamos dizer que cada porta é única se levarmos em conta que cada uma d[á acesso a um lugar único. Algumas são de madeiras, algumas de metal, outras, de plástico. Algumas têm apenas uma fechadura, outras possuem os mais sofisticados alarmes.

Existem portas com grandes significados, de grande exposição. Outras que servem apenas para nada além de fechar o quarto dos fundos, impedirem que pessoas ou animais entrem no recinto.

Existe uma frase passagem bíblica que diz que a humanidade sofre em dores de parto. Acho que mais do que nunca precisamos que essa “criança” nasça. Vemos tantas tragédias, os telejornais anunciam apenas as de magnitudes universais. Portanto, uma pequena enchente que mata apenas 40 pessoas não tem nem cabimento mostrar em rede nacional. Mas o que me deixa perplexo nem é esse fato. Na verdade é o fato de que, vemos tantas coisas assim, e partimos para nossas vidas. As tragédias não nos causam mais choque. Isso é muito perigoso! Temos tomados vacinas, atenuando a solidariedade e compaixão para com os outros. Quem me conhece sabe que não estou pregando algo com teor religioso. Longe de mim isso! Mas preocupa-me o fato de que, se vermos em filmes cenas em que há maus-tratos com animais é muito mais chocante do que maus-tratos com humanos. Pra quem acha que estou falando besteira, vejam o último filme do exorcista: não causa mais choque destratar humanos, partiram, portanto, para os animais! Espero que a humanidade esteja no nono mês de gravidez!

Como Riobaldo, do livro Grande Sertão: Veredas vivia dizendo, viver é negócio muito perigoso. Não posso concordar mais com ele vendo essas tragédias que estão acontecendo atualmente, em especial no Rio de Janeiro. Mas, não entenda que o perigo está em viver numa região sujeita a esse tipo de coisa e sim estarmos à mercê de um governo que já sabia disso há quase 3 anos e nada fez para reverter esse quadro.

Sim! Os caras encomendaram um estudo da região, custearam isso e os resultados obtidos demonstraram que, SIM!, é necessário intervenção porque pode haver uma catástrofe aí. Quanta neglicência…
Até o momento, o saldo, ou melhor, o débito do governo é de mais de 500 mortos. Pergunto-me se existe algum peso na consciência dos senhores que resolveram “deixar isso pra lá”.

Só pra efeito de comparação, o Japão é o país mais ingrato pra se viver. Tudo acontece lá: maremoto, tufão, enchente, terremoto… Mas uma tragédia que acontece em um ano, não acontece no outro. Por quê? Excelente pergunta: por que há investimento em tecnologia de prevenção!!! Mas isso não é óbvio?!? Não para o governo que decidiu REDUZIR (!) em 18% a verba destinada para prevenção de desastres*.

Resta-nos a esperança (ou não) de que algo será feito a partir de agora a fim de reverter esse quadro e evitar que o mesmo aconteça também em outras regiões. E tentar enxergar as coisas como Riobaldo de Guimarães Rosa:

O mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão mudando

Só espero que as mudanças sejam pra melhor!

 

*Umas das fontes: http://www.advivo.com.br/blog/antonio-ateu/enchentes-a-culpa-e-de-quem

 

 

Ok! Terminei a leitura do livro. Livro legal, bom de ler, tem um ritmo bem desenvolvido, não fica preso a (muitas) chatices e diálogos desnecessários. Tudo bem que a cada capítulo o autor Irvin Yalom resolve descrever a culinária que os personagens iam comer, mas passa.
Breve resumo: O doutor Josef Breuer é um médico que clinica na cidade de Viena e ficou famoso por tratar uma paciente, que havia suspeita de histeria, através de uma abordagem psicanalítica. Detalhe: a psicanálise não existia ainda. Freud (o cara que vai conceber e dar o acabamento ao termo Psicanálise) é amigo desse doutor, com quem compartilha as ideias, dá sugestões e por aí vai. Do nada, surge uma mulher lindíssima, a Lou Salomé. Ela pede auxílio a esse doutor para curar um amigo de uma doença: desespero. Adivinhem quem era o amiguinho de Lou? Sim, Friedrich Nietzsche. Bem, daí todo mundo já imagina o que vai acontecer, né? O cara vai lá, vai contornando até chegar ao ponto principal, onde o filósofo se abre com o médico e é “curado” dessa doença.
Conheço um pouco da biografia dele, mas do pouco que sei, tenho ciência de que o cara sofreu quase que a vida inteira. Segundo Yalom, os dados médicos coletados sugerem que ele sofria de enxaquecas e mais umas outras coisas. De qualquer forma, uma pessoa que tem desestabilidade familiar, sofre de doenças durante uma vida, não se adapta a quase clima nenhum é, pra falar o mínimo, um cara meio decepcionado com a vida. Esse é um mérito, ou melhor, um “semi-mérito” do autor, já que coloca o filósofo como uma pessoa bastante ácida, bastante difícil de ser tratada.
O livro vale também porque ele coloca algumas citações dos livros-base dele, como A Gaia Ciência e Humano, Demasiado Humano. Além de, constantemente, fazer referência ao livro Assim falou Zaratustra.
Até um pouco depois da metade do livro, é legal, vai bem. Nietzsche é totalmente adverso, não quer saber de nada de conversinha furada com o doutor. Mas vai chegando num ponto, que ele começa a ir amaciando, ficando fofinho com o Doutor Breuer… Cara, isso dá um ódio sem tamanho. Chega uma hora, que estão dando um rolê num cemitério e de repente o nosso grande filósofo pessimista, que não queria saber de nada, dá o bracinho pro doutor e passam a andar de braços dados. (Ok, isso na época em que a história se passa, e o frio desgraçado que é na Alemanha no inverno, até amenizam um pouco, mas não dá pra perdoar mesmo assim)
Enfim, como era de se esperar, até mesmo pelo título, o doutor dobra o filósofo. Este chora igual a menininha que perdeu um brinquedo e depois fica tudo bem.

Claro que estou esculhambando um pouco, o livro é válido. Tem citações de Nietzsche, o que só por isso já vale e muito. Quem não tem gabarito pra ler O Ano da Morte de Ricardo Reis, de José Saramago, pode ler esse. Aliás, comecem com esse! É legal ver possíveis diálogos do filósofo, vê-lo, de certa forma, vivo, como se fosse possível atingi-lo. Gosto da seguinte frase: “o orvalho cai mais abundantemente quando a noite é mais silente”. Dispensa comentários. E, pra finalizar, gostaria de propor a seguinte questão: Até que ponto há aplicação real da filosofia de FN e quanto é possível ser aplicada à vida cotidiana?

Atualmente, os jovens de 15 anos deparam com uma complicação: trabalho e estudo.

Hoje uma das coisas mais importante na vida de um jovem são os estudos, mas alguns precisam trabalhar para ajudar com as suas famílias que não tem condições financeiras suficientes. Até aí tudo bem! O problema é que os empregos são, na maioria das vezes, em tempo integral, e os jovens não têm outra opção além de estudar no período noturno nas escolas publicas, ou pagar uma escola particular a noite (que cabe aqui dizer que não é barata).

O ensino no noturno, não é a mesma coisa do que os outros períodos: podemos dizer que a ensino no noturno é inferior aos outros. Mas por quê? Por causa dos professores?CLARO QUE NÃO! A culpa de não haver um ensino bom nos períodos noturnos, e em outros períodos, é dos próprios alunos e do governo principalmente. Um jovem de 15 anos que tem a cabeça no lugar, ao decidir que tem que trabalhar para poder ajudar a família, também tem que pôr em mente que os seus estudos são muito importantes para o futuro.

Os alunos no período noturno não querem saber de estudar, eles vão para escola na maioria dos casos para esquentar a cadeira, o professor passa a matéria (e ganha um péssimo salário pra isso) e tem que ficar aguentando a bagunça e a conversa em sala de aula e as vezes fica falando com a parede. Realmente apenas os que estão interessados e os que têm a cabeça no lugar conseguem aprender.

Escrito por Leonardo Oliveira
leonardosoliveira2011@hotmail.com